A osteoporose é conhecida como a "doença silenciosa" — ela avança sem dor, sem sintomas perceptíveis, e muitas vezes só se manifesta quando acontece uma fratura. É a doença metabólica óssea mais comum do mundo, afetando especialmente mulheres após a menopausa e idosos de ambos os sexos.

A boa notícia é que, quando diagnosticada precocemente, a osteoporose tem tratamento eficaz que pode prevenir fraturas e preservar a qualidade de vida por décadas.

O que é osteoporose?

Os ossos são tecidos vivos em constante renovação: células chamadas osteoclastos destroem osso antigo enquanto os osteoblastos formam osso novo. Na osteoporose, esse equilíbrio se rompe — a destruição supera a formação, tornando os ossos progressivamente mais porosos e frágeis.

O pico de massa óssea é atingido por volta dos 30 anos. A partir daí, há uma perda gradual e natural. Nas mulheres, essa perda se acelera drasticamente após a menopausa, devido à queda do estrogênio — hormônio fundamental para a saúde óssea.

Fatores de risco para osteoporose

⚠️ Uma fratura por fragilidade — causada por queda simples ou trauma mínimo — é muitas vezes o primeiro e único sinal de osteoporose. Não ignore fraturas "sem causa aparente".

Diagnóstico: densitometria óssea

O exame padrão para diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea (DXA), que mede a densidade mineral óssea na coluna lombar e no fêmur. O resultado é expresso como escore T:

A densitometria é recomendada para todas as mulheres acima de 65 anos, mulheres na pós-menopausa com fatores de risco, homens acima de 70 anos, e pacientes em uso prolongado de corticoides.

Tratamento da osteoporose

Suplementação de cálcio e vitamina D

São a base do tratamento. A vitamina D é essencial para a absorção do cálcio pelo intestino. Muitos brasileiros têm deficiência de vitamina D, mesmo em um país ensolarado, devido ao uso de protetor solar e ao estilo de vida indoor.

Medicamentos antiosteoporóticos

Os bisfosfonatos (alendronato, zoledronato) são os medicamentos mais usados — eles inibem a destruição óssea e reduzem o risco de fraturas em até 50%. Outros medicamentos incluem o denosumabe, o ranelato de estrôncio e, em casos selecionados, a teriparatida (que estimula a formação óssea).

Exercício físico

Atividades com impacto e resistência (caminhada, musculação, dança) estimulam a formação óssea e fortalecem a musculatura, reduzindo o risco de quedas — principal causa de fratura nos idosos.

Prevenção de quedas

Avaliação do equilíbrio, adequação do ambiente doméstico (tapetes, iluminação, barras de apoio) e revisão de medicamentos que causam tontura são medidas fundamentais para evitar fraturas.

Quando foi sua última densitometria?

Prevenir é sempre melhor do que tratar uma fratura. Agende sua avaliação com o Dr. João Lora.

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